A Crise financeira causada pelo COVID-19 levou brasileiros com poder aquisitivo mais elevado a guardarem dinheiro temendo às incertezas desse contexto, é o que mostra a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em seus estudos.
Por outro lado, os cidadãos de baixa renda estão optando por buscar mais crédito, pois essa foi a única saída encontrada pelo consumidor para suprir a demanda das necessidades essências de toda sua família em meio ao caos estabelecido pela crise.
Para os ricos a poupança foi a solução encontrada para ajudá-los a economizar dinheiro durante esse período atípico que está sendo vivenciado por todos nós. Eles preferiram diminuir os gastos a ter que correr riscos em um ambiente repleto de incertezas.

A crise econômica causada pelo COVID-19
O crescimento e o desenvolvimento da economia brasileira vem sofrendo grandes danos desde que a Pandemia alcançou as fronteiras do nosso país. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos e muitas empresas fecharam as portas definitivamente ou temporariamente.
Dessa forma, houve uma grande diminuição da circulação do dinheiro em todos os âmbitos comerciais e industriais, entre outros, o que gerou uma instabilidade financeira preocupante no nosso país, uma vez que foi necessário paralisar praticamente todas as atividades econômicas que geravam renda.
Entretanto, de acordo com uma matéria publicada na revista Veja no dia 07/07/2020, “indicadores de atividade e de confiança dos empresários mostram que o período mais sombrio provocado pela pandemia começa a ser superado”.
De fato isso vem acontecendo, porque com a reabertura gradativa do comércio e do retorno das prestações de serviços, com todos os cuidados necessários para evitar a proliferação do vírus, claro, a economia do País vem gradualmente se erguendo.
A inadimplência durante a crise financeira
Mais de 678.373 famílias que possuem baixa renda adquiriram dívidas entre os meses de Março a Julho. Já com relação às famílias de renda alta, houve uma diminuição com relação a esse endividamento.
De cada 10 famílias que possuem mensalmente renda de até 10 salários mínimos, 07 estavam devendo no mês de julho e aproximadamente um terço dessa população estava com suas contas em atraso.
O mesmo não ocorreu com as famílias de poder aquisitivo mais elevado que possuem renda superior a 10 salários mínimos mensais, pois houve uma diminuição no número de pessoas endividadas, caindo de 62,1% no mês de Março para 59,1% em Julho, o que proporcionou uma inadimplência relativa de 11,2%.
Essa diferença se deu devido ao fato de que muitos trabalhadores assalariados perderam seus empregos e uma outra parte teve seus salários reduzidos por causa da crise financeira instaurada pela Pandemia do COVID-19. Isso sem contar que uma gama de cidadãos, os quais sobreviviam do trabalho informal, acabaram perdendo sua renda, ficando dependendo somente do auxílio emergencial.
Mas só houve endividamento das famílias durante a Pandemia?
Antes mesmo do surgimento do caos da pandemia, as famílias já se encontravam endividadas motivadas pelo aparente credito mais barato, sendo o famoso cartão de crédito a modalidade mais mencionada. Porém, houve uma queda de sua menção entre os meses de Março a Julho.
Entretanto, é relevante informar que cresceram as menções de dívidas entre Março e Julho nos seguintes seguimentos:
- Crédito Consignado : 6,3% para 8,2%
- Crédito Pessoal : 8,2% para 9,2%
- Carnês de Loja : de 16,2% para 17,6%
- Financiamento de Carro: 10,3% para 11,3%
- Financiamento de Casa : de 9,0% para 10,1%
Algumas medidas para diminuir a inadimplência
Devido à precariedade de emprego no mercado de trabalho vivido pela grande maioria da população brasileira e também diante de um possível encerramento de pagamento do benefício auxilio emergencial. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é a favor do estabelecimento de medidas que beneficiem, principalmente a classe mais pobre, a fim de evitar o crescimento da inadimplência no Brasil. Vamos conhecê-las:
- Extensão dos prazos para pagamento,
- Melhoria no custo do crédito,
- Renegociação de dívidas passadas
- Troca de dívidas mais elevadas pelas mais em conta
De acordo com Viviane (Ibre/FGV), o crescimento da inadimplência poderá ser mais um empecilho que impedirá as famílias de recuperarem seu poder de consumo, o que afetará diretamente o desenvolvimento da economia brasileira.















