As empresas de pequeno porte foram as que mais sofreram os impactos negativos causados pelos efeitos danosos da pandemia do COVID-2019, isso de acordo com informações fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A instabilidade na economia brasileira devido ao contexto de pandemia causou também impactos negativos nas finanças de empresas de médio e grande porte, o que consequentemente gerou uma série de problemas de ordem social e econômica.
As consequências da pandemia na economia das empresas brasileiras estão sendo refletidas não somente na vida dos empresários, mas, principalmente, na vida do trabalhador, uma vez que muitos perderam seu espaço no mercado de trabalho.

Impactos negativos da pandemia nas empresas brasileiras
As atividades das (62,4%) das (2,8) milhões de empresas em funcionamento foram negativamente afetadas pela Pandemia do Novo Corona Vírus na segunda metade do mês de junho. Os efeitos foram inexistentes ou pequenos para 22,5% das empresas, enquanto para 15,1% esse impacto foi positivo. Estes dados foram divulgados pela pesquisa “Pulso Empresa: Impacto da (Covid-19) nas empresas”, fazendo parte das Estatísticas Experimentais do IBGE.
Das empresas de pequeno porte, com no máximo 49 empregados, somente 32,3% não sentiram os efeitos negativos causados pela pandemia. Com relação as de porte intermediário, com até 499 colaboradores, pouco mais da metade, 53,7%, relataram não ter sofrido grandes impactos; já as de grande porte, com mais de 500 funcionários, 50,5% declararam que a pandemia impactou bastante.
No Nordeste, 72%; no Sudeste, 65%; e no Centro-Oeste 63% das empresas continuaram com sensações negativas em suas atividades. Nas regiões Norte e Sul, devido aos tipos de atividades econômicas desenvolvidas, foi maior o percentual de empresas que relataram inexistente os efeitos da pandemia. No entanto, 27,4% (Norte) e 30,9% (Sul) sentiram negativamente os efeitos da pandemia. É importante saber que houve, neste mesmo período, um aumento de 24,5% e 15,2% nestas mesmas regiões, respectivamente.
Assim sendo, observa-se que os impactos causados pela pandemia do Novo Corona Vírus foram gerais nas empresas, principalmente nas de pequeno porte, como relatado anteriormente. Além disso, é possível identificar que esses resultados estão concentrados, também, por setores de atividades econômicas e localização geográfica por regiões.
Percentual dos efeitos da pandemia por setores da economia
Os efeitos negativos da pandemia afetaram muitos setores da economia em nosso país, como pode ser observado abaixo:
- Setor de serviços no geral: 65,5%
- Serviços prestados às famílias: 86,7%
- Comércio: 64,1%
- Construção: 53,6%.
- Setor industrial: 48,7%.
Faz-se necessário informar que 24,3% das empresas do setor industrial declaram que o impacto foi negativo ou inexistente, enquanto 27% informou que os impactos foram positivos.
Queda em Serviços e vendas
Metade das empresas na ativa (50,7%), na segunda metade do mês de junho, sentiram queda nos serviços ou vendas comerciais devido aos efeitos da crise causada pela pandemia da COVID-19. Por outro lado, esse impacto foi inexistente ou pequeno para 27,6% das empresas, frente a 21,4%, as quais informaram que houve aumento das vendas, mesmo diante do contexto de pandemia.
Os estabelecimentos de pequeno porte sentiram suas vendas caírem em 51%; com relação aos intermediários, essa baixa foi de 39,1%; já para as empresas de grande porte, a diminuição chegou a 32,8%. O IBGE enfatizou que 41,2% das empresas de porte mais elevado afirmaram que os impactos da pandemia foram pequenos ou inexistentes.
De acordo com o levantamento feito pelo IBGE, na segunda metade do mês de junho, 46,3% dos estabelecimentos que estavam na ativa disseram que não tiveram mudanças relevantes na sua capacidade de produzir materiais ou fazer atendimento aos clientes. Porém, as dificuldades foram sentidas em 43,1% das empresas, frente a 10% que encontraram facilidades.
Diminuição no número de funcionários nas empresas
Aproximadamente oito de cada dez estabelecimentos que participaram da pesquisa informaram que conseguiram permanecer com a quantidade de funcionários durante a segunda metade do mês de junho, considerando à quinzena anterior.
Entretanto, houve uma redução no quadro de funcionários em 14,8% dos estabelecimentos em funcionamento. Porém, 6,3% das empresas consultadas informaram que houve aumento no número do quadro de funcionários.
Dentre os 411 estabelecimentos que precisaram diminuir o número de funcionários, 61,8% reduziram em até 25% seu quadro. Os mais elevados percentuais de diminuição ficaram no nível máximo de 25% de empregados.
Segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE,13,5% das empresas investiram no lançamento ou começaram a trabalhar com novos serviços e/ou produtos durante a segunda metade de junho e 33,5% mudaram a forma de entregar seus serviços ou produtos.
.

















